O que saber antes de ir para a Suíça: 14 dicas para planejar sua viagem
- Isa

- há 1 dia
- 17 min de leitura
Transporte, idioma, época do ano, roteiro e dicas práticas para quem está planejando viajar para a Suíça pela primeira vez.

Ela é muito conhecida pelos seus chocolates, queijos, relógios que nunca atrasam e, principalmente, por ser um dos destinos mais caros do mundo. Viajar para a Suíça, conhecer seus lagos, montanhas e paisagens encantadoras de cartão postal, sempre esteve no topo dos meus sonhos a serem realizados.
Eu só não imaginava que, apesar de ser um país tão pequeno, essa seria a viagem mais desafiadora que eu já planejei (pelo menos até agora). E quanto mais a gente pesquisa sobre a Suíça, mais difícil parece ficar. Então se você está planejando ou pensa em conhecer este belíssimo e charmoso país, não deixe de conferir este guia com o que você precisa saber antes de ir!
1 - Sim, a Suíça é um dos países mais caros do mundo!
Ok, vamos começar pelo óbvio. Eu sou o tipo de pessoa que consegue fazer o inimaginável para uma viagem caber no orçamento, que muitas vezes é do tipo econômico, mas uma coisa eu preciso confessar: não existe viagem barata para a Suíça, ainda que você encontre formas de economizar (e eu vou falar sobre muitas delas logo abaixo).
O custo de vida na Suíça é um dos mais altos do mundo: é só a gente pensar que o salário mínimo gira em torno de quatro mil francos suíços, que na conversão atual equivale a 28 mil reais, para ter uma ideia. Isso não significa que seja uma viagem somente para pessoas ricas (até porque eu estou beeem longe disso e repudio qualquer pensamento de que viajar é coisa só para quem tem alto poder aquisitivo), mas significa que para nós, pessoas normais, é preciso ter um certo planejamento. E estar preparado com o bolso, porque sim, vai ser necessário gastar mais do que de costume.

Abaixo eu dou algumas dicas para economizar, mas note que "economizar" na Suíça não é o mesmo que "econômico", mas sim gastar menos do que você poderia gastar.
2 - A época do ano vai definir as suas experiências (e influenciar seus gastos)
Quando eu estava fazendo as pesquisas para a minha viagem, vi que os conteúdos falavam basicamente a mesma coisa: sobre ir para a Suíça no verão ou no inverno. Minha viagem era em novembro, meados para final do outono, e eu pensava: "mas não existe Suíça fora dessas estações?". De fato, foi muito difícil encontrar conteúdo sobre esta época do ano. Incluindo pesquisas em outras línguas, encontrei apenas dois posts de viagem para a Suíça em novembro, e em tantos outros vi as pessoas aconselharem: evite o mês de novembro, chove bastante e muitos lugares fecham para manutenção.
Mas era o período das minhas férias, então, ainda que eu quisesse, não tinha opção. Além disso, eu prefiro viajar na baixa temporada e no outono, que é a minha estação favorita. Achei que seria uma ótima oportunidade também de conhecer uma Suíça mais autêntica, longe daquela agitação turística.
Fui preparada para enfrentar muita chuva e mau tempo, mas dei sorte e, durante uma semana que fiquei lá, só choveu no último dia, com o céu aberto e até o Sol dando o ar da graça nos outros dias. As ruas estavam tranquilas; os transportes estavam com a ocupação baixa; as folhagens das árvores laranja-amarronzadas de outono começavam a cair, anunciando a chegada do inverno; e o clima natalino, em construção, ia tomando forma.

Outro ponto importante foi organizar um roteiro no qual o fechamento dos lugares me afetaria o menos possível. Por exemplo, a maioria dos passeios de montanha estavam fechados, mas eu descobri que Jungfraujoch abre todos os dias do ano. Muitos de barco também não funcionam, mas eu me organizei de forma a incluir pelo menos um deles no meu itinerário. Neste caso, priorizar as cidades maiores e mais turísticas foi o que salvou, pois muitas cidadezinhas viram verdadeiras cidades-fantasma nesse período.
Viajar na baixa temporada foi o principal modo de economizar em uma viagem à Suíça e torná-la possível tão cedo. Na alta temporada, no verão e no inverno, tudo fica ainda mais caro. No entanto, se o intuito é fazer trilha nos Alpes (o que ainda está na minha lista, por exemplo), só é possível ir no verão. Por outro lado, se a intenção é ver as cidades cobertas de neve ou praticar ski ou snowboarding, o ideal é ir no inverno. Ou seja, dependendo da experiência que se pretende ter, não há como fugir muito dos preços extratosfericamente suíços hehe.
3 - A Suíça não faz parte da União Europeia
Apesar de estar localizada na Europa, a Suíça é um dos países que não faz parte da União Europeia (pelo menos até o momento em que este texto é escrito). O primeiro ponto para o qual a gente deve se atentar ao planejar conhecê-la, portanto, é a moeda. Lá não se usa o euro, mas sim o franco suíço (representado por "CHF").
Eu levei praticamente todo o dinheiro no meu cartão da Wise, que foi a forma mais fácil, e comprei apenas 40 francos em espécie, já aqui no Brasil, por precaução. Se você não tem o cartão de débito internacional da Wise, pode aproveitar tarifa grátis na primeira transferência de até R$ 3.000 com o meu link de indicação clicando aqui.
É importante estar atento ao contratar serviços também, como seguro viagem ou pacote de internet para o celular. Tenha certeza de que a região de cobertura seja a Europa, e não apenas a União Europeia.
4 - Há quatro línguas oficiais
A Suíça é um país de dimensões territoriais pequenas, mas com uma diversidade enooorme. Eles possuem quatro línguas oficiais: alemão, francês e italiano, por fazer fronteira com esses países, e ainda o romanche. A mais falada é o alemão-suíço (sim, é um tantinho diferente do germânico), com 62% de falantes, seguida do francês, com 23%.
Nem todos os suíços falam todas elas. O mais comum é que eles falem a língua da região na qual vivem e uma segunda. Nas cidades maiores ou nos lugares mais turísticos, como Zurique, Lucerna e Berna, muitos falam inglês também. Ah, e uma curiosidade! Em Zermatt, a vila alpina onde fica o famoso monte do Toblerone, o português é uma das línguas mais faladas, pois há muitos imigrantes de Portugal.
5 - Comer em restaurante é muuuito caro (mas tem como economizar)
Em restaurantes mais "baratos", para comer lanche, pizza ou comidas leves/rápidas, espere gastar, em média, entre 15 e 25 francos suíços por refeição (quando viajei, em novembro de 2025, 1 CHF = 7 reais, ou seja, entre R$ 100 e R$ 180 uma refeição mais "econômica", incluindo o combo no Mc Donald's).
Já nos restaurantes um pouco melhores, mas ainda não tão caros, como aqueles para experimentar comida típica da Suíça, a média é entre 30 e 50 CHF (R$ 200 e R$ 350). Por fim, para quem gosta de ter experiências gastronômicas e investir em bons restaurantes, eles começam na faixa de 50 CHF e o céu é o limite.
Agora imagine gastar isso por refeição, ainda que frequentando os lugares mais baratos... então pesquisei formas de economizar e descobri que até mesmo os suíços não costumam comer fora sempre. O que eles fazem é comprar a comida pronta em supermercado.

As duas maiores redes de supermercado na Suíça, que a gente encontra em diversos locais espalhados pelas cidades, são Coop e Migros (no site é possível ver os preços). Quase todas as refeições que fiz, que normalmente era salada com proteína e um suco, eu comprei em algum dos dois mercados, e gastava em média 10 CHF (R$ 70).
Outra dica também é o Äss-Bar, que é uma loja que vende produtos de padaria/café que iriam para o lixo mas estão com boa qualidade (na Suíça as comidas são de MUITA qualidade e sempre frescas, e eles têm uma política de desperdício de alimentos quase zero, então iniciativas assim são comuns e pode confiar que a comida é boa). Você encontra o Äss-Bar especialmente nas maiores cidades, e o valor é muitíssimo mais barato do que a gente normalmente pagaria em um desses estabelecimentos.
6 - O transporte público funciona MUITO bem - e há diversos tipos de bilhetes para economizar
Alugar carro na Suíça só vale a pena se você estiver viajando em grupo ou se pretende viajar para regiões onde o transporte público não chega (o que é bem difícil), mas na maioria dos casos a melhor opção é se deslocar de trem e de tantos outros modais suíços - na minha opinião, eles são parte da experiência!
Eu viajei por uma semana na Suíça, fui para cinco cidades - Zurique, Lucerna, Interlaken, Zermatt e Berna - (sendo quatro estadias diferentes, então andei muito com mala), visitei a montanha mais famosa, Jungfraujoch, e fiz todos esses trajetos usando o transporte público. Andei de trem, ônibus, teleférico, bonde elétrico, barco...
Enquanto planejava a minha viagem, confesso que a princípio achei muito complexo. Baixei o aplicativo oficial da SBB, que é a empresa responsável pelo transporte público da Suíça, e simulei as viagens que faria. A maioria tinha baldeações, com conexões que às vezes chegavam a mínimos dois minutos!! Não acreditei que era possível, mas eu não tinha outra opção, então tive que confiar que tudo daria certo seguindo as orientações do aplicativo (e elas são bastante precisas, com número da plataforma, horário da partida, tempo de deslocamento na baldeação e muito mais).

Outra dúvida era em relação ao tipo de bilhete que eu deveria comprar. Como tudo na Suíça, o transporte público é muito caro, mas há alguns passes e cartões que tornam as viagens mais baratas. O mais falado e indicado para os turistas é o famoso Swiss Travel Pass, um passe que dá acesso ilimitado ao transporte público por um determinado número de dias.
Quando eu pesquisei o valor do Swiss Travel Pass, achei muito alto, e procurei então as passagens separadamente no site da SBB. À primeira vista, pensei que ficaria muito mais barato, mas só depois descobri que nas minhas buscas havia um filtro automaticamente aplicado para quem tinha o cartão que dá 50% de desconto na tarifa (Half Fare Travelcard). Ou seja, ou eu deveria comprar este cartão (que também não é barato) ou eu pagaria o dobro do preço das minhas pesquisas. Fazendo as contas, tanto um quanto outro ficariam praticamente o mesmo valor do Swiss Travel Pass.
Eu optei pelo Swiss Travel Pass por três motivos: pela facilidade e comodidade de não precisar comprar diferentes passagens e ter apenas uma que vale por todas; pela flexibilidade, pois poderia mudar meus planos como e quando quisesse sem pagar a mais por isso; e pela possibilidade de incluir passeios que até então não faria pois não caberiam no meu orçamento, como passeio de barco e museus (com o Swiss Travel Pass você tem também entrada gratuita em mais de 500 museus, passeios de montanha, como o Rigi, sem custo adicional, e alguns outros, como o Titlis, com 50% de desconto. Você pode conferir tudo o que ele oferece no site oficial).

A dúvida de muitos turistas que vão para a Suíça, que também era a minha, é se vale a pena comprar o Swiss Travel Pass. Para ser bem sincera, a melhor forma de saber é calculando. Some todos os deslocamentos que você pretende fazer e os passeios do seu roteiro que estão inclusos no passe e ao final compare com o valor cheio que você pagaria. De regra, ele vale a pena quando você vai ficar mais de três dias na Suíça; vai fazer mais de uma viagem intermunicipal por dia (aqui incluem também os passeios mais caros, como os de montanha); e quer viajar com liberdade e sem preocupações.
Se você optar pelo Swiss Travel Pass, poderá comprar o ticket na Suíça, em uma loja da SBB nas estações de trem, ou online, no site da SBB ou, como eu fiz, no site da Civitatis, com opção de parcelamento (o preço à vista é o mesmo que no site oficial). A Civitatis é uma das parcerias do blog e reservando pelo meu link de afiliada clicando aqui você contribui com a criação de conteúdo do site sem pagar nada a mais por isso :)
Há várias outros tipos de passes para baratear o custo com o transporte público. Para quem vai ficar mais tempo na Suíça, por exemplo, tem o Swiss Half Fare Card com validade de um mês, que custa CHF 150 (cerca de R$ 1.050) e dá desconto de 50% nos bilhetes dos transportes. Já para quem vai focar apenas em uma região do país, tem a opção do passe de desconto daquela região, como o de Jungfrau, no qual inclui, dentre outros, Jungfraujoch, Interlaken, Grindelwald e Lauterbrunen.
Saber qual vale mais a pena depende dos planos e da viagem de cada pessoa. Para turistas que ficarão entre cinco e quinze dias e pretendem conhecer diversos lugares da Suíça sem preocupação, o Swiss Travel Pass é uma boa indicação.
ATENÇÃO: Tenha sempre em mãos o seu bilhete e passaporte, pois embora não haja catraca nas estações, há fiscalização com frequência nos transportes, especialmente nos intermunicipais.
7 - Diversificar o roteiro vai enriquecer a sua experiência
Talvez a gente não acredite, até começar a planejar uma viagem para a Suíça, o quanto um país tão pequeno pode oferecer tantas opções de roteiro. Mas é só pensar que a Suíça tem quatro idiomas oficiais, faz fronteira com cinco países e que em cada época do ano ela se transforma em um país totalmente diferente que a gente já começa a ter ideia. Aí multiplica isso pelas diversas paisagens que ela oferece e chegamos a uma infinidade de variáveis, o que pode gerar bastante dúvida na hora de selecionar os destinos por lá.
Confesso que nenhuma seleção de destinos que fiz até hoje foi tão difícil quanto a desta viagem para a Suíça (fiquei com vontade de conhecer muuuita coisa e voltar em outras estações). Uma boa dica para otimizar o seu roteiro e aproveitar um pouco de tudo é evitar as redundâncias.
Alterne entre uma cidade maior e mais histórica, uma cidade beira-lago e um vilarejo de montanha e a sua experiência ficará muito mais diversificada. Você pode incluir ou dar mais ênfase também naquilo que é mais importante para você. Por exemplo, se você fizer questão de fazer uma viagem de trem panorâmico na Suíça, coloque no roteiro (apenas lembre-se que esses trens costumam andar devagar, e por isso o percurso é demorado. Dependendo da rota escolhida, deverá separar um dia inteiro somente para o passeio).

Aplicando na prática e adaptando para o roteiro possível que eu poderia fazer no período que fui (pois infelizmente em novembro muitos estabelecimentos e passeios fecham), minha viagem de uma semana na Suíça ficou dividida assim:
3 noites de hospedagem em Zurique, reservando um dia para conhecer a cidade e outro para um bate e volta à Lucerna (aqui teve uma redundância: ambas são cidades maiores, beira-lago e na parte alemã, mas eu me encantei com Lucerna quando pesquisei sobre e não pude deixar de ir - ainda bem, pois acho que foi a minha favorita!);
2 noites de hospedagem em Interlaken, sendo um dia para conhecer Lauterbrannen (um vilarejo encantador no meio dos Alpes) e fazer um passeio de barco e outro para visitar a famosa montanha Jungfraujoch (montanha com neve o ano todo). Interlaken é várias em uma só: é uma cidade menor, fica entre dois lagos - oportunidade para alguns dos passeios de barco mais lindos da Suíça -, e serve de base para explorar montanhas e vilarejos alpinos, além de ser um destino de aventura muito conhecido;
1 noite em Zermatt, típico vilarejo suíço, onde fica o famoso monte do Toblerone;
e 1 noite em Berna. Esta a princípio não estaria no roteiro, mas além de ser uma parada estratégica para seguir viagem à Paris, eu queria muito me hospedar no Bern Youth Hostel só por conta da vista do quarto - que é MA-RA-VI-LHO-SA! Ninguém acreditou que era realmente um hostel. Berna é a capital política da Suíça, onde fica o parlamento; tem um centro histórico muito charmoso e é entrecortada pelo rio Aare, em cuja margem fica o Youth Hostel.
Acabou que no meu roteiro eu priorizei as cidades maiores ou mais turísticas pois eram os lugares que me dariam melhores opções de passeios na época em que fui, já que novembro é um mês de transição na Suíça e muita coisa fecha, mas pretendo voltar em outra época para conhecer vilarejos menores, como Appenzell.
8 - Há diversas fontes de água potável espalhadas pelas cidades
Esta é uma das poucas coisas de graça que a gente encontra na Suíça: água potável. Numa viagem ao país, você dificilmente precisará comprar água no mercado. Basta carregar uma garrafinha com você e encher em umas das diversas fontes de água espalhadas pelas cidades.

Mas atenção! No inverno a água pode congelar, e por isso as fontes não costumam funcionar.
9 - O clima pode mudar radicalmente, especialmente nas montanhas
Embora eu tenha tido a sorte grande de pegar o tempo lindo e firme durante quase todos os meus dias de estadia na Suíça, particularmente em uma época na qual isto não é comum, eu aprendi enquanto planejava a minha viagem que as condições climáticas lá podem mudar muito rápido, especialmente em altitudes mais elevadas.
Para quem vai para as montanhas, é bom verificar as webcams locais antes para checar a visibilidade no dia - é bastante comum as pessoas fazerem esses passeios, que não são nada baratos, mas quando chegam lá o pico está totalmente enevoado, impossibilitando uma boa visão da paisagem.
Independente da época do ano, quem pretende visitar as atrações alpinas precisa estar preparado para o frio, mesmo no verão. Em algumas montanhas há neve o ano inteiro. Se vestir em camadas (ao menos uma segunda pele térmica e um bom casaco, se não estiver tão frio) é essencial.
10 - Muito além de Lindt na terra dos chocolates
Visitar a fábrica da Lindt pode ser uma experiência incrível e o sonho de muitos, mas lembre-se que a Suíça é a terra dos melhores chocolates do mundo e, apesar de eu amar Lindt, eu realmente indicaria comprar chocolates de outras marcas quando estiver por lá.
Isso porque a gente já encontra Lindt no Brasil e o preço é quase o mesmo. Aproveite a oportunidade para provar diferentes chocolates suíços. Um dos mais famosos é o Läderach, um chocolate fino, artesanal e mais caro, com diversas lojas espalhadas pela Suíça.
Porém existem outros com bom custo-benefício, como os chocolates que encontramos nos mercados (ótima opção para trazer de lembrança, inclusive). Algumas marcas recomendadas são Alprose, Cailler, Villars, Halba, Denner e até mesmo as do próprio supermercado, como do Migros e do Coop. Esses últimos têm a versão "budget", são bem baratinhos (menos de um franco suíço) e garanto que são muito bons!
11 - No domingo (quase) tudo fecha
Se você for passar um domingo na Suíça, se planeje com antecedência. Aos domingos quase todo o comércio fecha, com exceção de alguns bares, restaurantes, cafés e os supermercados das estações centrais de trem.
12 - Respeito às regras e cultura local
Quanto mais viajo, mais eu descubro o quão importante é conhecermos a cultura local e nos adaptarmos a ela. A Suíça é muito conhecida pela ordem e pelo respeito às regras - o que é bastante nítido quando a visitamos. Fazer barulho ou falar alto - mesmo que dentro do seu quarto de hotel - pode ser mal visto e gerar reclamações, isso porque os suíços valorizam muito o silêncio e o respeito mútuo na convivência.
Outro costume, que pode inclusive influenciar diretamente na sua viagem, é que na Suíça tudo tem um horário mais cedo para começar e para terminar, então se programe para dar início ao seu dia o quanto antes. Restaurantes e comércio costumam fechar bem mais cedo do que estamos habituados aqui.

Os suíços também são bastante conhecidos pela sua objetividade, o que para nós, brasileiros, calorosos por natureza, pode soar como "frieza", mas não leve a franqueza suíça para o lado pessoal, e sim apenas como uma diferença cultural. Não estranhe se ao chegar em um estabelecimento ou pedir informações a alguém eles forem bastante diretos.
Aliás, algo que eu tinha escutado de um casal de amigos que frequentemente vai para a Suíça e que eu pude constatar é que no geral os suíços não são bons de dar informação, eles meio que partem do princípio de que você já deve ser uma pessoa bem informada. De fato, os sites de turismo da Suíça, os aplicativos de transporte e as informações que encontramos pelo caminho já são bastante completas, mas poxa, às vezes a gente só quer ter certeza de estar seguindo o rumo certo, não é?
Por fim, uma dica para quem vai usar o transporte público na Suíça: sempre aguarde as pessoas desembarcarem antes de embarcar. E quando for a sua vez de desembarcar, não demore. Especialmente ao andar de trem, alguns minutos antes de chegar na estação já pegue todos os seus pertences e se dirija à porta para estar pronto para descer.
13 - Dicas práticas para as estações de trem
Falando em andar de trem, aqui vão algumas dicas que podem ser úteis na sua viagem:
Os "banheiros públicos" nas estações de trem da Suíça são, normalmente, pagos.
Os supermercados nas estações centrais de trem costumam abrir todos os dias da semana. É uma boa alternativa para aqueles dias em que o comércio fecha.
Se estiver carregando bagagem mas quiser fazer outras coisas enquanto espera o trem, aproveite os lockers nas estações centrais para guardar os seus pertences com tranquilidade.
14 - Dicas gerais
DOCUMENTOS
Apesar de não fazer parte da União Europeia, a Suíça é membro do Espaço Schengen. Para visitar os países do Espaço Schengen não é necessário visto, mas a Europa está implementando um novo sistema de controle migratório e a partir do segundo semestre de 2026 será obrigatório ter uma autorização eletrônica de viagem, o ETIAS, para visitar a maioria de seus países. Além, claro, do passaporte com validade de pelo menos seis meses a partir da data de entrada no destino.
Seguro viagem é obrigatório para entrar no Espaço Schengen e, além disso, pode evitar gastos enormes em caso de emergência. A cobertura médica mínima exigida é de € 30.000 (trinta mil euros). Eu sempre contrato e indico o site da Real Seguro Viagem, uma comparadora das maiores operadoras de seguro do mercado. A Real é parceira do blog e contratando pelo meu link de indicação clicando aqui você tem 10% de desconto :)
Dúvida sobre qual o melhor seguro viagem para você? Aqui no blog tem post para te ajudar a escolher o seguro viagem mais adequado.
Além de passaporte e seguro, é essencial levar documentos que possam comprovar as suas intenções de viagem e permanência no destino, como passagem de retorno ao Brasil ou saída do Espaço Schengen e comprovante de hospedagem. Na minha experiência viajando sozinha para o Canadá em 2023 e depois para a Europa em 2025, eu passei por uma longa sabatina pelos agentes de imigração e precisei mostrar todas as minhas reservas de hospedagem e passagens, inclusive aquelas dos trechos internos que faria de trem, ônibus ou avião. Tá tudo relatado nos destaques das minhas viagens no perfil do Instagram @isasevindas.
eSIM
Hoje em dia eu uso eSIM e já compro o pacote de internet antes de chegar no destino. Prático, fácil e normalmente até mais barato do que comprar o chip no local.
Se for viajar para outros países da Europa, lembre-se de comprar um eSIM regional que abranja a Suíça (se for apenas com cobertura na União Europeia, por exemplo, isso não inclui o território suíço).
Eu uso o eSIM da Airalo em todas as minhas viagens. Ele funcionou muitíssimo bem em todos os países em que estive na Europa, inclusive na estrada, nas viagens de trem e mesmo na montanha a mais de 3.000 metros de altitude (deu até pra fazer videochamada com a minha família pra mostrar o "Topo da Europa" pra eles).
Se você ainda não tem cadastro na Airalo, aproveite para ganhar US$ 3 de desconto na compra do seu primeiro eSIM através do meu link ou usando o cupom ISADOR0764 ao se registrar.
ENERGIA ELÉTRICA
A voltagem na Suíça é de 230 volts e a frequência de 50 Hz. São usados plugues de dois pinos (tipo C) e de três pinos (tipo J), que apesar de ser visualmente semelhante ao do Brasil, não é compatível, sendo recomendável ter um adaptador de tomada.
COMIDAS TÍPICAS
Eu nunca comi comida de tão boa qualidade como na Suíça. Os pães, frios, ovos, leite, iogurte nos cafés da manhã que tive por lá foram os mais deliciosos da minha vida. Como comer fora é muitíssimo caro, fui em poucos restaurantes durante a minha viagem, com a intenção de provar um pouco da culinária local.
Alguns dos principais pratos típicos da Suíça são: fondue de queijo, raclette (queijo derretido servido com batatas), rösti (batata fritada em manteiga e servida em forma de panqueca aberta), zürcher geschnetzeltes (fatias de vitela cozidas em molho cremoso de vinho branco e cogumelos) e älplermagronen (famoso macarrão alpino: gratinado de batatas com macarrão, queijo e creme de leite servido com cebola frita e purê de maçã). Importante destacar que alguns pratos são típicos de determinadas épocas do ano, como aqueles de outono/inverno como fondue e raclette.

E claro, não deixe de provar os queijos e chocolates suíços. No mercado há opções de todos os tipos, inclusive as mais baratas - e que não deixam de ser muito boas!
Você pode encontrar outras informações gerais sobre a Suíça no site oficial de turismo do país, clicando aqui.
Se você está planejando uma viagem para a Suíça e ainda tem dúvidas sobre roteiro, transporte ou custos, em breve também vou oferecer consultorias personalizadas de viagem aqui no blog. Inscreva seu e-mail no formulário abaixo para receber atualizações, ou acompanhe o perfil do Instagram @isasevindas. Lá você também pode ver a minha viagem por este país encantador pelos stories nos destaques :)



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