Quanto custa viajar sozinha para a Europa? Gastos reais de 17 dias entre Portugal, Suíça e França
- Isa

- há 10 horas
- 17 min de leitura
Todos os valores detalhados, categoria por categoria, para ajudar você a planejar o orçamento da sua viagem.

Sempre que viajo, eu gosto de fazer um levantamento detalhado de todos os meus gastos para saber quanto investi e escrever um post sobre para ajudar no planejamento financeiro de outros viajantes. Confesso que ano passado, ao começar a planejar a minha primeira viagem à Europa, eu pensei que seria melhor não fazer isso desta vez porque "o que os olhos não veem o coração não sente"; não só porque eu estaria pagando em euros e o real está muito desvalorizado, mas sim porque o destino principal da minha viagem era em francos suíços! Porém, o interesse pela informação e a curiosidade venceram, enfim, o velho ditado popular.
Quem já foi para a Suíça sabe que nada lá é de graça (tirando a água das fontes) e tudo é MUITO caro; e quem ainda não foi ou está planejando ir já viu ou ouviu dizer que a Suíça é um dos países mais caros do mundo. Ou seja, este seria um fator que enviesaria bastante o resultado de um post "Quanto custa viajar para a Europa". Se não está nos seus planos conhecer a Suíça (ou outros países como Islândia, Noruega, Dinamarca etc.), pode respirar tranquilamente que é totalmente possível fazer uma boa viagem ao velho continente, pela mesma quantidade de dias, gastando pelo menos 30% a menos do que gastei.
Outro ponto relevante a destacar é o estilo de viagem de cada pessoa. O meu tem mudado com o passar dos anos, e às vezes muda até de uma viagem para a outra conforme os meus interesses. Atualmente, busco economizar no que puder, mas conciliando com o que é mais confortável para mim.
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Cada viagem tem um orçamento, prioridades e estilo diferentes. Se você quer planejar uma viagem para a Europa, Atacama, Disney ou qualquer outro destino sem perder horas pesquisando, o Isas e Vindas agora oferece consultoria de viagem personalizada.
Assim, procuro as passagens mais baratas dentro de um horário que seja o mais conveniente e reservo as hospedagens mais econômicas considerando a avaliação (no mínimo 8/10), localização, segurança e também comodidade. Algumas vezes, porém, gosto de fazer da hospedagem parte da experiência da viagem, e nesses casos me permito investir mais nisso. Passeios eu costumo fazer só os gratuitos e pagar somente por um ou outro. Nesta viagem foram basicamente três passeios pagos, mas um deles elevou e muito a média de gastos pois é a montanha mais cara para visitar na Suíça. Por fim, alimentação é o que não varia muito: como não faço questão de experiências gastronômicas, procuro me alimentar bem com o máximo de economia possível.
Uma das coisas importantes a levar em consideração é como fazer os pagamentos. A forma que escolhi foi adiantar o que podia no meu cartão de crédito no Brasil (itens como as passagens e a maioria das hospedagens fui pagando antecipado, parcelado no cartão), uma boa parte levei no meu cartão Wise (se você não tem o cartão de débito internacional da Wise, pode aproveitar tarifa grátis na primeira transferência de até R$ 3.000 com o meu link de indicação clicando aqui) e levei um pouco em espécie (cerca de 250 euros e 40 francos) para emergências e locais que poderiam não aceitar o cartão.
Todos os valores representados aqui por "€" se referem a Euro e “CHF” a Francos Suíços. Considerei uma média de R$ 6,50 para o Euro e R$ 7,00 para o franco suíço, que é a média dos valores que paguei na minha viagem realizada em novembro de 2025.

Abaixo, compartilho todos os detalhes dos gastos da minha viagem sozinha à Europa, divididos em categorias, indicando os valores exatos também em moeda local, e ao final um resumo com a conversão já em real.
1 - Quanto gastei com transporte na Europa
Assim que decidi que iria para a Europa, comecei a acompanhar os preços das passagens. Observei que, normalmente, os valores mais em conta eram indo por Portugal ou pela Espanha. Isso ajudaria a definir o meu roteiro, uma vez que um dos principais destinos da viagem era absurdamente caro. Não era a Suíça; a princípio iria para a Finlândia. Aproveitei uma promoção da TAP Portugal e comprei a passagem de ida e volta de Guarulhos para Lisboa por R$ 3.605. Os preços das passagens internas entre Portugal e Finlândia e dentro do próprio país nórdico, no entanto, eram muuuuito altos, o que me fez traçar uma nova rota para a viagem.
Há muitos lugares que eu tenho vontade de conhecer na Europa, mas apenas alguns são realmente meu sonho, e eu sou uma pessoa movida a sonhos. Para mim, não fazia sentido realizar essa viagem para o velho continente pela primeira vez se não aproveitasse a oportunidade para realizar um deles. Dentre as possibilidades, conhecer a Suíça se mostrou como a melhor delas. Como ela fica no meio do continente, era possível encontrar passagem de low cost por bons preços. Assim, comprei um voo de Lisboa a Zurique pela EasyJet por €87,98 (cerca de R$572), com o adicional de bagagem de mão incluso.
Pelo tempo que teria, queria conhecer ainda um terceiro país na minha viagem. Confesso que não tinha tanta vontade de conhecer a França até assistir Emily in Paris; pela proximidade com a Suíça, seria o terceiro destino perfeito para o meu roteiro. O bilhete de trem de Berna (minha última cidade na Suíça) a Paris custou CHF 122,80 (aproximadamente R$860), comprando diretamente no site da SBB, empresa responsável pelo transporte público na Suíça.

A passagem de Paris a Lisboa, por sua vez, comprei com milhas. Foram 10.200 pontos Smiles + R$390,56 de taxas voando de TAP, com bagagem de mão inclusa.
Agora, o que realmente me custou dentro desta categoria foi o transporte na Suíça. Passei uma semana lá, sendo meu principal destino da viagem, e todo dia pegava trem intermunicipal para conhecer uma cidade diferente. E como tudo na terra do chocolate, o transporte também é muito caro. Escrevi um post com tudo o que você precisa saber antes de ir para a Suíça, onde detalho melhor a minha escolha de deslocamento no país. Em resumo, comprei um ticket que me dava direito a usufruir, por seis dias, de qualquer meio de transporte em todo o território suíço, além de descontos para subir montanhas e entrada gratuita em diversos museus, por CHF 379, ou R$2.653. Fazendo as contas, cheguei à conclusão de que era o melhor custo-benefício para quem vai turistar por alguns dias. Você pode comprar o Swiss Travel Pass pela Civitatis, com opção de parcelamento, clicando aqui.
Considerando as viagens intermunicipais, teve ainda o gasto com a passagem de ônibus de Lisboa a Fátima, em Portugal. Viajei com a lowcost Flixbus e cada trecho custou em média €14, cerca de R$ 91.
Dentro das cidades, dou prioridade a andar de transporte público, pois além de economizar (principalmente para quem está viajando sozinho), me permite viver melhor os lugares por onde viajo. Durante todos os dezessete dias de viagem, andei de Uber somente duas vezes: do aeroporto de Lisboa ao hostel (€9,98, quase R$65) e da estação de trem central de Zurique até a minha hospedagem (CHF 14,50, ou R$101,50), o restante foi sempre a pé, de metrô ou de ônibus, o que me fez gastar bem pouco com transporte nas cidades.

Total de gastos (em reais) com transporte: R$8.808,64
(Passagem aérea Guarulhos <-> Lisboa; vôo Lisboa -> Zurique; passagem de trem Berna -> Paris; vôo Paris -> Lisboa; Swiss Travel Pass; transporte público nas cidades e Uber).
2 - Quanto gastei com hospedagem na Europa
Este tem sido o maior investimento das minhas viagens desde que comecei a viajar sozinha (e é aqui que você pode - ou não - gastar bem menos do que eu). Ao escolher as hospedagens nas minhas viagens solo eu não abro mão de muita coisa pela qual eu abriria caso estivesse viajando com outras pessoas. Quando pesquiso estadia, eu foco em segurança e praticidade, levando em consideração sempre a localização (que seja central e ao mesmo tempo segura); as avaliações (com notas de oito para cima); e o preço, que seja o menor possível sem deixar de lado os dois pontos anteriores.
Viajando sozinha, eu gastaria muitíssimo menos se me hospedasse em dormitórios compartilhados, mas por ter sono bastante leve eu acabo optando por quartos privados, mesmo quando fico em hostel; o preço que se paga numa diária de um quarto normalmente é o mesmo se for para um ou para dois hóspedes, o que significa que se estiver alguém viajando contigo e vocês compartilharem o quarto, os valores aqui cairiam quase pela metade por pessoa.
Em Lisboa e em Interlaken, cidade no interior da Suíça, foram os lugares onde as hospedagens saíram por um preço mais razoável, levando em conta os requisitos mencionados anteriormente. Na capital portuguesa me hospedei no Lisboa Central Hostel e paguei R$2.760,99 em cinco noites, aproximadamente R$550 por diária de quarto privado em hostel com banheiro compartilhado. O café da manhã estava incluso e todo dia tinha lanche à disposição na cozinha, então permitiu uma economia com alimentação. Em Interlaken foi CHF 154, ou R$1.078 para duas diárias, R$539 cada, no Backpackers Villa Sonnenhof. Também era quarto privado com banheiro compartilhado e café da manhã incluso (porém o café aqui tinham poucas opções, principalmente de proteína).
Na Suíça há uma rede de hostels muito conhecida, Swiss Youth Hostels, com hospedagens desde a categoria Básica até a Top. Utilizei ela em duas cidades: Zurique, no Zurich Youth Hostel (R$2.416,84 para três diárias, R$805 cada); e Berna, no Bern Youth Hostel (CHF 106,20, ou R$743,40 para uma noite - utilizei um cupom do meu programa de recompensa no aplicativo da Hoteis.com, porque na verdade a diária era mais de mil reais!). Em ambas as hospedagens fiquei em quarto individual com banheiro privativo, com café da manhã incluído (um dos melhores!! Dá até água na boca só de lembrar da qualidade da comida na Suíça). A princípio eu não dormiria essa noite em Berna, mas além de ser uma parada estratégica para seguir viagem a Paris, eu me encantei quando vi o hostel lá, com acomodações com janelas de vidro do teto ao chão e uma vista MA-RA-VI-LHO-SA de frente para o rio Aare.

Na Suíça, me hospedei ainda uma noite em Zermatt, o vilarejo alpino do monte do Toblerone. Foi uma das melhores estadias da viagem, em um hotel 4 estrelas super rústico, charmoso e aconchegante no centro da cidade, o Hotel Pollux. Paguei CHF 99 na diária (R$693), o que não é um valor tão alto se pensarmos que é em francos suíços e que é uma excelente hospedagem de alta categoria e com várias comodidades. Esse preço foi possível por dois motivos: reservei com muita antecedência (quase seis meses antes) e o quarto era realmente para apenas uma pessoa, com uma cama de solteiro (reservar quarto viajando só normalmente sai caro pois é para duas pessoas). Ah, e neste hotel foi O MELHOR café da manhã de todooos!! Juro, tinha até salmão!

Já na capital francesa a relação de custo-benefício da estadia foi bastante complicada... Em Paris é extremamente difícil encontrar uma acomodoção que seja ao mesmo tempo bem avaliada, bem localizada e num valor razoável. Tentando equilibrar tudo isso, ainda assim fiquei em um lugar que não recomendaria muito, a não ser que não houvesse opção melhor.
Me hospedei quatro noites no Generator Paris e paguei R$2.558,64 (cerca de R$640 a diária, a única com café da manhã pago à parte - €9,50). A Generator é uma rede de hostels boutique, que tem o conceito de conciliar luxo acessível e design, que a gente encontra em diversos lugares da Europa e também em Nova York. A estrutura do hostel em Paris é muito boa, com áreas comuns bem legais como rooftop, bar, café, restaurante e até um clube noturno. A localização em si não é das melhores, mas isso eu já estava ciente. Fica no 11º arrondissement (normalmente indicam se hospedar entre o 1º e o 8º arrondissement, mas não encontrei nada nessa área que coubesse no orçamento), em uma região que depois que anoitece não é ideal para ficar andando na rua sozinha.
Mas o que realmente não me agradou na hospedagem foi: a limpeza, pois durante os quatro dias em que estive lá em nenhum deles teve arrumação no quarto, nem mesmo para retirar o lixo (mesmo deixando o aviso na porta TODOS os dias); a falta de bom senso de muitos hóspedes (o público era bastante jovem, alguns grupos aparentavam serem nem maior de idade, e eles faziam muito barulho nos quartos e nos corredores. Tentei entrar em consenso com os mesmos várias vezes antes de reclamar na recepção do hotel, o que ainda assim não resolveu o problema); e a sensação de falta de segurança, uma vez que o movimento no hall de entrada é intenso e não havia qualquer controle de quem entra e quem sai.
Por fim, me hospedei ainda uma noite em Lisboa, na véspera de pegar o voo de volta para o Brasil. O hotel foi o Star Inn, em frente ao aeroporto, que oferece serviço de transfer para os hóspedes. Paguei R$736,61 na diária com café da manhã.
Algo importante para destacar é que na Europa as hospedagens normalmente cobram uma taxa por diária que não costuma estar inclusa no valor final, é paga no momento do check in. Esse valor varia em média entre três e quatro euros (ou francos suíços) por noite.
Total gasto com hospedagem: R$11.214,08 (média de R$659,65 a diária).
3 - Quanto gastei com alimentação na Europa
Alimentação é uma parte da viagem em que eu economizo bem se comparado ao que eu poderia gastar ou ao que outras pessoas gastam. Não dou muita prioridade a experiências gastronômicas, no máximo reservo um dia para isso para provar algo da culinária local; no mais, prefiro me alimentar da forma que for mais barata, rápida e, na medida do possível, saudável. Além disso, eu não costumo incluir cafeterias e outros estabelecimentos semelhantes entre os meus passeios. Ainda assim, normalmente sempre faço as minhas refeições em restaurantes.

Então se você tem um perfil diferente do meu aqui, este é um item que pode ser tanto mais caro quanto mais barato na sua viagem. Será mais caro caso você prefira frequentar bons restaurantes e fazer aquelas paradas para um cafézinho ou um lanchinho pela tarde; e será mais barato se na sua hospedagem tiver cozinha e você escolher fazer as suas refeições por lá, por exemplo, ou se você comprar suas refeições no supermercado.
Em Portugal, eu consegui me alimentar bem (comida 'de verdade', na maioria das vezes) por um preço razoável. A refeição mais cara lá foi no restaurante Local, na esquina do meu hostel, e custou €17,60 (R$114,40). Pedi um frango cajun com arroz integral cremoso de coco e lima e salada de manga, tomate e feijão preto, e para beber uma garrafa de água com gás (normalmente sempre peço isso, uma forma de me manter hidratada quando viajo). Já a mais barata foi €7,40, um combo no Burger King (R$48,10). Tive a oportunidade de experimentar um pouco da culinária local, como o famoso pastel de Belém (€1,50) e um prato de bacalhau (€11,10) no restaurante O Benfiquista em Fátima. O gasto total com alimentação foi €110,19 na etapa de viagem de Portugal, o que deu em torno de €27,55 por dia.
Já na Suíça, conhecendo os valores altos por lá, pesquisei formas de economizar na alimentação para conseguir me manter dentro do orçamento, e descobri que a melhor maneira para isso é comprar sua refeição já pronta nos supermercados. Em redes como Migros e Coop é possível encontrar diversas opções de comida para viagem. Eu normalmente comprava salada com proteína e um suco, o que dava em torno de CHF 9 a 12 (de R$63 a R$ 85). Para se ter ideia, em um combo de McDonald's lá eu paguei CHF 14,80, cerca de R$104!! Apenas uma noite eu fui jantar em um restaurante em Zermatt, o Whymper Stube, para ter uma experiência gastronômica local. Pedi uma porção de raclette, linguiça e água com gás, que no final deu CHF 36, ou R$252. Foi a refeição mais cara, de toda a viagem, inclusive. No total, gastei CHF 170,75 com alimentação na Suíça, em média CHF 29 por dia (importante destacar que como fiz muitas compras de mercado no país, algumas refeições e todos os lanchinhos que comprei não estão inclusos aqui, mas sim no tópico "Mercado" abaixo).
Em Paris eu achei que dá para se alimentar bem por um preço ok (embora foi lá onde eu acabei comendo a maior quantidade de fast-food e lanches da viagem). O típico da culinária francesa que provei foi o crepe, em duas ocasiões: uma no Au P'tit Crêpe (€10,90, mas acredite em mim, vale por uma boa refeição!); e outra andando por Le Quartir, na Rue Mouffetard - lá tem diversas cantinas autênticas que vendem crepe por bons valores -, €8 o combo com um crepe salgado, um doce e uma bebida. Minha alimentação mais cara em Paris (além de uma salada no aeroporto que me custou €17,40) foi no Au Rendez-Vous, um restaurante em Montmartre - porém foi a melhor que fiz por lá -; paguei €14,50 em uma espécie de PF bem feitinho com uma carne suculenta, batata frita e salada. O total gasto com comida na França foi €129,82, cerca de €29 por dia.
Se você quer ver mais detalhes do que eu comi por lá e os valores, é só procurar pelos destaques dos stories no @isasevindas com a bandeira referente a cada país =)
Total gasto com alimentação em reais: R$2.807,72 (R$175,48 por dia).
4 - Quanto gastei com passeios na Europa
Eu costumo dar prioridade a passeios gratuitos, pagando somente por algumas experiências que eu realmente faço questão de ter. Nesta viagem, paguei por apenas três atividades: uma na Suíça e duas na França.
Na Suíça, eu queria muito subir os Alpes e ver neve. Como a época em que fui (novembro) é um período de transição, muitas atrações fecham para manutenção. A única alternativa que estava em funcionamento quando fui e onde era garantido ter neve é o passeio para Jungfraujoch, "O Topo da Europa" (considerado assim, na verdade, pois é a estação de trem mais alta do continente). Jungfraujoch é a montanha mais cara para conhecer na Suíça, o que elevou bastante a minha média de gastos com passeios. Quem tem o Swiss Travel Pass tem 25% de desconto no bilhete de trem para visitar o complexo turístico, mas ainda assim foi um investimento alto, de CHF 151,20, ou R$1.061,20 (portanto, um passeio que eu sugeriria apenas para quem realmente quer ter essa experiência).
Inspirada pela minha leitura de "O Código Da Vinci" desde a adolescência, não pude deixar de visitar o Museu do Louvre em Paris. Comprei o ingresso no site por €22 (R$143) para fazer a visita por conta própria, mas há visitas guiadas para quem preferir (o museu é enooorme e é muito fácil se perder lá dentro).
Por fim, na França também reservei um dia para conhecer os parques da Disneyland Paris. O ingresso para visitar os dois parques no mesmo dia custou R$668,81. Comprei pelo site da Civitatis; é o mesmo preço do site oficial, o pagamento é feito já em reais e é possível parcelar. Você pode comprar o seu clicando aqui, pelo meu link de parceria, e ainda ajudar a criação de conteúdo por aqui. Ah, e se você tá planejando ir para a Disneyland, tem um guia completo no blog para ajudar a planejar a sua visita :)
Total gasto com passeios: R$ 1.873,01.
5 - Quanto gastei com mercado na Europa
A maior parte aqui entra na categoria de alimentação, na verdade, especialmente porque na Suíça eu comprei quase todas as minhas refeições no supermercado (mas acabei deixando as compras que tinham algo além da comida no item de "mercado"). Aqui entra também aqueles lanchinhos que eu compro para carregar durante o dia (snacks, barra de cereal etc) e para deixar na hospedagem para comer antes de dormir (leite, banana, biscoito...), além de algumas necessidades que surgem durante a viagem, como itens de higiene pessoal.
Total gasto com mercado: R$648,65 (CHF 83,35 e € 10,03).
6 - Quanto gastei com compras na Europa
Este item aqui é bastante variável: depende das intenções da viagem de cada pessoa, da quantidade de dinheiro, do espaço na mala... Dinheiro para isso eu não tinha muito não, e espaço na bagagem era praticamente zero, mas confesso que, pra mim, comprar souvenirs (ou ao menos visitar as lojinhas) faz parte da experiência da viagem.
A minha compra mais cara foi em Paris: comprei três produtos na Fragonard, uma loja de perfumes francesa, por €99 (cerca de R$644). Aliás, eu recomendo muito essa loja: fragrâncias diferentes e com ótima fixação. Na Parfois, também na capital francesa, paguei €62,98 em dois relógios (R$410). Em Lisboa comprei um casaco acolchoado na Zara, para proteger de temperaturas de até -20º (e sim, é bem quentinho: passei calor usando ele quando tava 5º), por €39,95 (aproximadamente R$260).
O restante foram compras menores de souvenirs, como um livro na livraria Bertrand em Lisboa (€5, ou R$32,50), um ímã de geladeira em Zermatt, na Suíça (CHF 4,50, R$31,50 - o mais barato que encontrei durante toda a minha viagem lá), e lembrancinhas da Disneyland Paris (€19, R$123,50).
Total gasto com compras: R$1.859,70 (€258,43 e CHF 25,70).
7 - Outros
Na época da minha viagem, em novembro de 2025, não era necessário nenhum tipo de visto para a entrada de turistas na Europa, apenas o passaporte válido e seguro viagem. A partir do último trimestre de 2026, no entanto, a União Europeia vai começar a implementar o ETIAS, que é uma autorização eletrônica de viagem. Para saber mais, é só acessar o site oficial.
Ainda falando de documentos, aqui entra, então, um item muito importante: o seguro viagem. Além de ser essencial independentemente do destino, ele é obrigatório para a maioria dos países europeus. A regra vale para todos os 29 países que formam o Espaço Schengen, e há alguns requisitos que devem ser observados, como: cobertura mínima de €30.000 para despesas médicas e hospitalares, repatriação sanitária e cobertura por todo o período da estadia.
Eu contrato pelo site da Real Seguro Viagem, que trabalha com muitas e grandes seguradoras do mercado. Você pode comparar os preços com desconto e contratar utilizando o meu link de afiliada. Você paga menos e ainda contribui com o blog :) é só acessar clicando aqui.
O meu seguro para a Europa custou R$230,40 no total, cobertura para 18 dias. Há diversas opções e seguradoras diferentes, basta escolher o plano que atenda as suas possíveis necessidades.
Tá em dúvida sobre como escolher o melhor seguro viagem para você? Veja as dicas que eu compartilhei com tudo o que você precisa saber antes de fechar um clicando aqui.
Também um item essencial para a viagem, o meu eSim para ter internet durante toda a viagem custou $15 (dólares), cerca de R$75 (usei um saldo que tinha na Airalo, por isso saiu mais em conta. Caso você ainda não tenha cadastro, basta baixar o aplicativo e usar o meu código de indicação ISADOR0764 ou clicar neste link para ganhar $3 de desconto no seu primeiro eSim).
E por fim, nesta categoria entram ainda todos os outros gastos que não se encaixam em nenhuma outra listada acima, como CHF 1,50 (R$10,50) para usar o banheiro público na estação de trem em Zurique (em geral, é necessário pagar para usar os banheiros públicos das estações de trem na Suíça); €24 (R$156) para lavar roupa no hostel em Paris; e €6 (R$39) para guardar a minha bagagem num locker no aeroporto de Orly em Paris.
Total gasto com "outros": R$537,55.
Conclusão...
Esta minha viagem à Europa foi a mais cara que já fiz até hoje, tendo investido R$25.889,64, ou R$27.749,34 incluindo os custos com compras. Foi também a mais incrível de todas, pois em uma só viagem eu vivi as mais diversas experiências: neve, montanha, lago, cidades históricas e medievais, cultura, viagem de trem, diferentes línguas, Disney e muitas novas pessoas que conheci pelo caminho.
Não está barato visitar o velho continente, ainda mais com a nossa moeda desvalorizada, principalmente se o seu roteiro incluir alguns dos países mais caros do mundo, como é o caso da Suíça, mas há formas de economizar. Algumas delas eu apliquei à minha viagem, como a alimentação (que pode até sair ainda mais em conta) e o deslocamento dentro das cidades.
No entanto, o meu maior investimento, de longe, foi com hospedagem, algo do qual não abro muita mão quando viajo sozinha hoje em dia, mas é possível gastar muitíssimo menos: se você estiver viajando com mais uma pessoa, por exemplo, o custo do quarto pode ser dividido por dois; ou se estiver viajando só e não se importar em compartilhar quarto com outros viajantes, o valor para uma pessoa em dormitório compartilhado chega a ser até quatro vezes mais em conta do que o quarto privado.
Agora, para pagar menos durante toda a viagem com uma taxa de câmbio muito menor, eu recomendo fazer uma conta global com um cartão de débito. Eu usei o da Wise por ser uma conta multimoedas, então eu colocava o dinheiro já na moeda do destino, no caso o euro ou o franco suíço. No aplicativo você acompanha facilmente o saldo e as transações e adiciona dinheiro quando quiser.
E se você quiser começar a aproveitar os benefícios da Wise, você pode utilizar o meu convite para receber isenção de tarifa em uma transferência de até R$ 3.000, é só clicar aqui.
Então foi assim cada realzinho investido na minha primeira viagem à Europa. Lembrando que os valores aqui são baseados nas minhas experiências e no meu perfil de viajante, mas podem te ajudar a ter uma ideia para planejar a sua viagem. Todos os detalhes desta viagem, bem como os preços, você pode conferir nos destaques de cada destino no meu Instagram @isasevindas :)
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Meeeoooo deeeeoooos é muito caro curtir a vida no velho continente! Não sou organizado assim. Acho que nunca mais eu volto lá! Hahaha! Muito legal. Isa! Super explicado! Você detonaaaaa!